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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Aprender a Mirar - Quin & Martinez - 29/1/08

Aprender a mirar. El lugar de los textos visuales en el curriculum escolar [1]
Robyn Quin e Mariano Sánchez Martinez [2]

Tópicos abordados:


  1. A importância dos textos visuais:
    - Exemplos de textos visuais
    - Motivos para estudar a linguagem visual e os textos visuais no currículo escolar
    - Como se constrói um significado na linguagem visual
    - O que são linguagens
    - A importância dos textos visuais para o desenvolvimento intelectual dos alunos
    - O sentido de "ler" a TV
    - As habilidades que o estudo da linguagem visual pode desenvolver
  2. Um marco para pensar em torno da linguagem visual
    - Os elementos que interagem na produção de significdos nos textos visuais
    - Como os professores podem trabalhar atividades de ensino em torno da linguagem audiovisual
  3. Sistema de significados compartilhados
    - Como criar significados
    - A relação de dominância
  4. A produção
    - O processo de produção de textos visuais
    - Como e porquê restringir o significado de um texto
    - Textos visuais e literários - criação de significados
    - A criação de significados ao longo do tempo
  5. Fatores que afetam a produção
    - Os fatores evidentes (e nem tanto)
    - A interferência dos fatores financeiros e comerciais
    - A influência do aparato tecnológico
  6. A recepção
    - Como a audiência recebe os textos visuais
  7. Fatores que afetam a recepção
    - Resutlado das pesquisas sobre as audiências
    - A influência do poder dominante nos textos visuais
    - O comportamento dos estudantes ante as mensagens visuais
  8. O uso dos textos visuais em sala de aula
    - Princípios que os professores devem levar em conta
  9. O estabelecimento de propósitos
    - Cuidados no estabelecimento de propósitos
    - A expectativa sobre a relação dos alunos com os textos visuais
    - O significado de desnaturalizar um texto visual
  10. A centralidade em um aspecto limitado da linaguagem visual por vez
    - Cuidados na leitura visual
    - Vídeos
  11. A valorização dos gostos e conhecimentos dos estudantes
    - Como trabalhar a partir dos gostos dos estudantes
    - Objetivos de ensinar textos visuais
    - A conversão dos textos visuais em veículos
  12. O atendimento a estudantes com necessidades especiais
    - Cuidados para garantir o acesso
    - Estereótipos
  13. Recursos para ensinar textos visuais
  14. O conhecimento dos estudantes
    - Os recursos de leitura
    - Os acessos aos recursos
  15. Recursos do centro escolar
    - Os recursos disponíveis
    - A exploração dos vídeos
  16. Materiais emitidos e produzidos comecialmente
    - Pontos para chamar atenção nos textos visuais comerciais
  17. Outros recursos
  18. Conclusões

[1] Aprender a mirar. El lugar de los textos visuales em el curriculum escolar – Robyn Quin y Mariano Sánchez Martinez -
Disponível em:
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=15801221.
Acesso: 16/9/07

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Resumo: Ideologia y medios de comunicación - Robyn Quin

Ideologia y medios de comunicación


Robyn Quin
A autora inicia o texto com duas definições de ideologia. A primeira interpretação tem um caráter negativo, pois dá a idéia de que a ideologia vem de movimentos (no geral políticos) que são impostos sem direito a questionamentos, sem considerar o contexto social e histórico de um grupo de pessoas. A segunda considera os valores, sentimentos e crenças que fazem sentido para um grupo e, portanto, tende a ser mais aceita.

A ideologia se mostra mais significativa quando os meios são analisados na linguagem, nos textos e nas representações. Também são encontradas em outras áreas como, por exemplo, as instituições, entre elas a família. Essas ideologias possuem um movimento próprio que determinam algumas regras de acordo com a idade, o sexo ou a hierarquia dentro do grupo familiar. Nesse sentido, percebe-se que as culturas ocidentais estruturam suas construções em torno de uma ideologia e de uma cultura familiar. À medida que se modificam as ideologias, ocorrem também mudanças nas estruturas que refletem essas alterações. Por exemplo, a emancipação da mulher fez com que a cozinha deixasse de ser um espaço reservado a ela para se transformar em um local de convívio de vários membros.

Diante disso, as imagens publicitárias também refletem ideologias. Convém estar atento e fazer uma leitura da narrativa da imagem. Ou seja, descobrir o que há por trás da imagem.
As pessoas interpretam de formas diferentes. No entanto, há uma idéia aproximada de como uma imagem poderá ser interpretada visto que há uma ideologia que domina, é reconhecida mesmo que não seja aceita por todos.


Todo grupo social possui sua própria forma de pensar, sentir, crer e entender o mundo. Quando são compartilhadas pela maior parte da sociedade, então diz-se que a ideologia é dominante. A ideologia é dominante em dois sentidos: um numérico e outro quando apóia a classe dominante. Segundo Althusser, a ideologia transcende a consciência quando acontece de um grupo exercê-la sem notá-la. Ocorre nos casos em que se apóia (ou aceita) determinada ação mesmo que não tenha algum benefício. Isso pode acontecer por meio de dois mecanismos: o aparato repressivo do estado e o aparato ideológico do Estado.

No repressivo, há mecanismos que obrigam as pessoas a adaptar-se à ideologia dominante. São os controles exercidos pelos sistemas penais, judiciais e muitas vezes recorrem à força. No contexto dos meios de comunicação, a censura é um aparato repressivo do estado.
O aparato ideológico utiliza-se da conquista para a aceitação da ideologia dominante. Utiliza-se de processos de socialização, entre eles: a igreja, a família, o sistema educativo e os meios de comunicação.


Os meios de comunicação tendem a apoiar a ideologia dominante visto que produzem programas e produtos que defendem valores desse domínio. Podem se utilizar de dois elementos para esse processo: um deles é ganhar apoio através de produtos destinados a grupos minoritários; o outro é aproveitar as tensões e desordens sociais para levantar e tentar resolver os problemas que acontecem, porém sem questionar o sistema. É o caso das peças de teatro, filmes e notícias.

Os meios trabalham de duas formas distintas: ocultam ou aludem certos problemas sociais. Por outro lado, alguns problemas simplesmente são evitados como se não existissem. Também mascaram as diferenças sociais ao atribuir rótulos uniformes a grupos sociais. Os rótulos não são falsos, porém disfarçam as diferenças. Por exemplo: a conduta de um criminoso é atribuída a um desvio de personalidade e não como problema social fruto da pobreza, do desemprego ou tráfico de drogas. A outra maneira é atribuir às contradições sociais uma característica de pluraridade. Uma sociedade plural é composta de diferentes grupos sociais que podem ter perspectivas e posições diversas. Qualquer um pode conviver com os demais como se fosse um igual.

Há também mecanismos que incorporaram ou contêm outras posições ideológicas. Para evitar censurar ou rechaçar algumas vozes dissidentes, os meios de comunicação procuram neutralizar sua ação, dando-lhes canais para que possam expressar-se dentro de um sistema maior.

Ideologias distintas podem se encontrar em um mesmo texto. É o caso das velhas, das atuais (que formam parte da ideologia dominante), das novas, das emergentes ideologias coexistindo em um mesmo espaço. Essa idéia de incorporação pode neutralizar ou conter as vozes dissidentes, mas também pode popularizar-se e começar a reformar a ideologia total da sociedade.

Comentário sobre o texto:

Na verdade, não me lembro de ter parado para pensar qual é a minha ideologia. Percebo, depois dessa leitura, que no meu trabalho de autoria tenho a preocupação para ressaltar valores, evitar pontos de polêmica ou que possam vir a discriminar grupos, sejam eles quais forem. Recebo o retorno de públicos distintos e felizmente bem aceitos. Será que estou a serviço da ideologia dominante? Preciso refletir mais sobre isso.

Resumo: Enfoques sobre el .... representación de estereotipos (Robyn Quin)

Enfoques sobre el estúdio de los medios de comunicación: La enseñanza de los temas de representación de estereotipos

Robyn Quin [1]

A autora discute o tema da representação nos meios de comunicação. Parte da idéia de que os meios não ensinam nem podem mostrar o mundo como ele é, mas sim, mostrar uma representação dele.

Para a compreensão da representação é necessário entender alguns conceitos:

  1. o da própria representação e o processo de seleção do que se deve representar;
  2. o que faz com que uma representação caracterize um grupo, algo que seja marcante ou típico. Isso adentra na criação de estereótipos com significados políticos e sociais importantes para muitos desses grupos;
  3. o sentido da palavra representação quando assume o papel de falar por um grupo. Será que a imagem apresentada é a mesma que o grupo elegeu? O assunto torna-se mais complexo quando se fala de grupos minoritários ou de imagens que não são comerciais;
  4. a interpretação do espectador, pois diante das diferenças culturais e sociais podem gerar diferentes conotações.

Na perspectiva do trabalho, um estereótipo é uma representação repetida com freqüência que converte algo complexo em algo simples. Trata-se de um processo reducionista que causa distorção. As razões de sua seleção, categorização e generalização dão ênfase a alguns atributos em detrimento de outros.

Nos meios de comunicação os estereótipos que aparecem vem da interpretação social de um grupo. Em geral, essas interpretações são negativas. Cabe ao educador o papel de tentar superar as noções simplistas dos estereótipos para que os alunos entendam como eles funcionam, sua organização e maneiras de ver o mundo. Dessa forma poderão superar a idéia reducionista que os meios de informação suscitam.


Comentário sobre o texto:
O texto da professora Robyn Quin fez com que eu pensasse sobre os estereótipos que aceitei sem a devida reflexão. A vida me deu algumas lições sobre esse tema. Há dois anos, no papel de coordenadora de curso de EAD, quase rejeitei a matrícula de uma aluna porque ela era de um assentamento. As minhas razões não eram de ordem econômica ou preconceituosa, mas imaginei diante da minha ignorância que ela não teria condições de dar continuidade. Na minha mente gravei erroneamente a imagem de que um assentamento era um lugar desprovido de possibilidades. A partir de uma conversa com ela e de conhecer mais sobre o seu modo de vida, vi que existiam alternativas: ela realizava as atividades utilizando um telecentro para interagir no ambiente virtual com os colegas do curso.

Segundo o artigo, o que fiz foi aceitar de maneira passiva o que os meios de comunicação me passavam. Criei um estereótipo de que o assentamento é um lugar de desordem, sem recursos e sem possibilidades. Só após o encontro com essa candidata é que tive a oportunidade de rever meus conceitos. Apesar de me considerar uma pessoa que não aceita facilmente o que as mídias divulgam, cometi esse deslize de ser passiva nessa situação.

[1] Robyn Quin é professora de Meios de Comunicação na Universidade Edith Cowan - Austrália. Suas pesquisas estão voltadas para o uso das novas mídias pelo público jovem.Fonte: Sitehttp://www.onlineopinion.com.au/author.asp?id=2858. Acesso: 16/9/07